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Depressiva, Perturbação

Depressiva, Perturbação – Corresponde a uma patologia mental em que são predominantes o Humor Depressivo (tristeza patológica sem desencadeante ou, perante um estímulo apresentando, com uma intensidade e duração desproporcionadas), a Anedonia (dificuldade em ter prazer pelas coisas que anteriormente davam prazer). Também é frequente haver falta de energia, insónia (sobretudo terminal- dificuldade em manter o sono apos acordar cedo demais), ideias de morte ou mesmo ideação suicida.

Também não é raro haver sintomas físicos, dores prolongadas em vários sitios do corpo por exemplo, bem como ansiedade.

A evolução desta situação pode ser variável. Na maioria dos casos após um episódio depressivo acaba por haver uma recorrência no futuro próximo ou longínquo. No entanto há caso de episódios depressivos isolados na vida de um paciente. Noutros casos menos frequentes há depressões que são crónicas (perturbação depressiva major persistente ou distimia). Nestes ultimos casos opta-se pela administração crónica de antidepressivos em doses reduzidas, que sendo das gerações mais recentes não apresentam riscos importantes. Pelo contrário riscos e consequencias mais graves se associam aos sintomas depressivos mantidos. Está comprovado que a sintomatologia depressiva não tratada pode ter consequências graves a nível da saude mental e também física.

Frequentemente fala-se de dois tipos de depressão: a depressão endógena cuja designação se relaciona com o facto de poder ter uma etiologia de base orgânica e de responder melhor à medicação psicofarmacológica, e depressão reactiva (também chamada neurótica, situacional),  que ocorre geralmente em pessoas com problemas de personalidade prévios e existe uma pior resposta à medicação antidepressiva e melhor à psicoterapia. No entanto este tipo de designações está desactualizada porque hoje em dia aceita-se que a depressão resulte de uma combinação de factores mais biológicos (hereditários) com factores de natureza adquirida ao longo do crescimento dos pacientes.

Tratamento?

O tratamento da perturbação Depressiva faz se através de dois vectores: Farmacoterapia, Psicoterapia.

Farmacoterapia

O tratamento antidepressivo é feito com os vários antidepressivos disponiveis no mercado (er antidepressivos). Geralmente começa-se por medicamentos mais fracos e bem tolerados como os ISRS, no caso destes não serem eficazes avança-se para os ISRSN e na falência de todos estes experimenta se os Triciclicos, que são os mais eficazes no tratamento da depressão, mas também os que podem apresentar mais efeitos secundários.

Psicoterapia

Podem ser úteis vários tipos de psicoterapia, nomeadamente a psicoterapia de inspiração psicanalítica ou a psicoterapia cognitiva-comportamental.

De acordo com os diferentes estudos a que se tem mostrado mais eficaz na redução dos sintomas depressivos é a psicoterapia cognitivo-comportamental.

Tem por base a tríade cognitiva (visão negativa de si mesmo, visão negativa das suas interacções com o meio ambiente e visão negativa do futuro) e vários pensamentos automáticos característicos (como a inferência arbitrária, a abstracção selectiva, a hipergeneralização, entre outros) presentes nos episódios de depressão.

-Tríade cognitiva: Consiste nos três padrões cognitivos major, típicos dos doentes deprimidos: visão negativa de si mesmo (vê-se a si próprio como inadequado ou defeituoso), visão negativa das suas interacções com o meio ambiente (assumindo-se como derrotado nas situações de interacção com o meio ambiente) e visão negativa do futuro (antecipa que o seu sofrimento permanecerá indefinidamente).

-Pensamentos automáticos: Estes pensamentos correspondem a erros sistemáticos no pensamento da pessoa deprimida e que em conjunto caracterizam os esquemas cognitivos (inferência arbitrária (extrair uma conclusão específica na ausência de evidências para apoiar a conclusão), abstracção selectiva (focalizar um detalhe extraído do contexto, ignorando outros factos), hipergeneralização (extrair uma regra geral ou conclusão com base num ou mais incidentes isolados e aplica-la indiscriminadamente), magnificação/minimização (erros de avaliação da importância ou magnitude de um evento), personalização (propensão a relacionar eventos externos a si próprio, sem base para tal conexão), pensamento dicotómico (tendência a colocar todas as experiências em uma entre duas categorias opostas)) .

A terapia cognitiva-comportamental consiste em treinar formas mentais e comportamentais de desafiar e eliminar estes pensamentos.

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